Minuto49

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TOP 10: as maiores duplas da história da NBA

“Avião sem asa, fogueira sem brasa, sou eu assim sem você...” Esse é o sentimento de muitos atletas da NBA quando são separados da sua dupla, ou como dizem os jovens, seu match perfeito.

Qualquer lista feita para eleger os melhores na NBA dá margem para uma grande discussão e, quando fui designado para eleger as melhores duplas da liga, percebi que tinha um grande problema em mãos.

Afinal, em todas as 72 edições já disputadas, a liga viu muitos duetos marcarem época em suas franquias e tornaram-se grandes lendas de suas cidades. Pensando nisso, o Minuto49 elegeu as 10 maiores duplas que a NBA já viu, levando em conta critérios como títulos, importância na história da franquia, competitividade e longevidade.

10º lugar – Jerry West e Wilt Chamberlain (Los Angeles Lakers)

Um é o primeiro jogador a receber o prêmio de MVP das finais e único a receber o prêmio sem levantar o troféu, o logo da NBA e um dos dez jogadores a ter o número aposentado nos Lakers. O outro é o quinto jogador com mais pontos da liga, um dos melhores pivôs de toda história e com seu número aposentado em três franquias diferentes.

West passou sua carreira inteira com os Lakers (60-74) e chegou às finais em nove oportunidades. Antes de Chamberlain juntar-se a ele em LA, eram quatro tentativas frustradas de consagrar-se campeão. Nas cinco oportunidades em que tentaram o título juntos, venceram apenas em uma ao superarem os Knicks.

Importante juntar à essa dupla também Elgin Baylor, que os acompanhou durante os anos juntos.

9º lugar: Willis Reed e Walt Frazier (New York Knicks)

Dois jogadores no Hall da Fama, seus números aposentados e presentes nos dois únicos títulos da história da franquia dona de um dos principais centros do basquete americano. Os mais jovens podem não conhecer ou nunca terem ouvido falar desses dois nomes, mas vale a pena saber sobre esses dois gigantes.

Reed foi draftado em 64 e Frazier em 67. Logo em suas temporadas de estreia começaram a se destacar individualmente, sendo o primeiro escolhido como novato do ano e o segundo integrando o time de calouros.

Apesar dos anos 60 terem sido difíceis para os Knicks, a dupla que era conhecida por um poder defensivo muito grande começou a dar resultados. Em 70, 72 e 73, a franquia nova iorquina chegou às finais e consagrou-se campeã nas duas primeiras disputas.

Reed foi All-Star em 7 oportunidades (65-71), levou o MVP do jogo das estrelas, temporada regular e das finais em 70, além de outro prêmio de melhor jogador das finais em 72. Já o seu parceiro também esteve presente no jogo das estrelas 7 vezes (70-76) e foi o MVP da partida em 71. Duas lendas de New York!

8º lugar: LeBron James e Dwyane Wade (Miami Heat)



A ida de LeBron para o Miami Heat causou muita polêmica na época e provocou sentimentos completamente opostos em torcedores dos Cavaliers e do Heat. Enquanto uns choravam pela perda daquele que já mostrava potencial para ser um dos maiores da história, os outros comemoravam a possibilidade de ter uma equipe competitiva para buscar o segundo título da franquia.

Logo na primeira temporada em que James e Wade estiveram juntos, o vice-campeonato deixou a cidade de Miami com gostinho de quero mais. A derrota nas finais da temporada 10-11 para o Dallas Mavericks de Nowitzki e companhia foi a primeira das quatro finais disputadas pela dupla nos quatro anos em que estiveram juntos.

Nos dois anos seguintes, os campeonatos conquistados em cima de OKC e San Antonio Spurs definitivamente colocaram LeBron e Dwyane como heróis em Miami. Na quarta e última temporada, os Spurs conseguiram sua revanche e terminaram com a história do dueto.

7º lugar – Tim Duncan e Tony Parker (San Antonio Spurs)

Essa dupla poderia muito bem ser classificada como trio, devido à importância de Manu Ginobili no tempo em que estiveram juntos nos Spurs. Se contar o papel de Gregg Popovich, podemos dizer que o quarteto revolucionou o basquete em San Antonio e é por isso que essa "dupla" não está melhor ranqueada.

Também houve grande rotação e importância do jogo coletivo nos Spurs durante esse tempo, o que seria injusto com os outros atletas não ressaltar a importância deles e deixar todos os méritos apenas com Duncan e Parker.

Fato é que Tony e Tim estiveram juntos por mais tempo em quadra e conquistaram juntos a NBA em quatro oportunidades.Pop e Tim estavam presentes também na primeira vez que os Spurs levantaram o caneco da liga de basquete mais importante do mundo.

Considerado por alguns como o ‘último time a jogar basquete raiz’, os Spurs ainda tentam se reconstruir após a saída de duas das suas maiores lendas.

Individualmente, Duncan foi o MVP da temporada regular duas vezes e das finais em três oportunidades, já Parker levou o prêmio das finais em uma outra chance. Juntos, são 21 aparições no All-Star Weekend. Quer mais?

6º lugar – Isiah Thomas e Joe Dumars (Detroit Pistons)

O Detroit Pistons alcançou a glória máxima da NBA três vezes em sua história. Destas, Thomas esteve presente em duas oportunidades, enquanto Dumars participou de todas as conquistas da franquia, já que era o executivo da equipe em 2004 e também havia recebido o prêmio de Executivo do Ano na temporada anterior.

Enquanto estiveram juntos em quadra, a dupla que fez parte do time de Bad Boys dos Pistons nas décadas de 80 e 90 conquistaram muitos fãs por conta de não terem papas na língua, partirem para o jogo físico e deixarem o melhor de si em cada quadra.

Os dois títulos que alcançaram em quadra em 89 e 90, com um MVP de Finais para cada, consolidaram os nomes deles na história dos Pistons como os principais atletas daquela equipe. No ano anterior à conquista do bicampeonato, eles estiveram na final contra os Lakers, mas acabaram sendo superados em sete jogos.

Como prova da força do time comandado por eles, nos três anos em que estiveram presentes nas Finais, eles eliminaram os Bulls de Michael Jordan.

5º lugar – Larry Bird e Kevin McHale (Boston Celtics)

A franquia de Boston já contava com grande rivalidade contra os Lakers por conta dos primeiros anos da liga quando disputaram o protagonismo do basquete americano. A tensão só aumentou quando os EUA passavam por momentos conturbados nos anos 80 e 90 e Celtics x Lakers valia mais do que o título da NBA.

Nesse tempo, o torcedor celta via em Bird a ‘cara’ do time e do que acreditava, enquanto o camisa 33 tinha em McHale seu braço direito e companheiro para qualquer desafio e briga dentro de quadra.

Os dois foram os principais nomes celtas na época de rivalidade contra Magic Johnson, Abdul-Jabbar e companhia. Juntos, conquistaram o título três vezes em cinco chances, Bird foi eleito o MVP das finais em duas oportunidades e da temporada regular outras três vezes.

Por fim, números 32 e 33 aposentados no TD Garden e cadeira cativa no coração de qualquer torcedor celta.

4º lugar – Bill Russell e Bob Cousy (Boston Celtics)

Bill Russell é sem dúvidas o maior responsável por fazer do Boston Celtics a equipe mais vencedora da história da NBA. Presente em 11 conquistas, ele ainda teve a audácia de ser treinador e jogador durante duas temporadas vitoriosas.

Quando chegou ao Celtics, Russell encontrou Bob Cousy como o principal jogador da equipe na época. Em seu primeiro título juntos, Cousy foi o MVP daquela temporada, já que naquele tempo, não existia o prêmio de MVP das finais.

Os Celtics daquele tempo jogavam principalmente com o fastbreak e enquanto Cousy liderava o ataque, Russell era responsável por fazer da defesa uma fortaleza. Juntos, eles conquistaram o primeiro título da história celta e depois de uma derrota no ano seguinte, venceram mais cinco vezes seguidas.

Depois que Cousy se aposentou, Russell assumiu um protagonismo ainda maior e venceu mais cinco títulos em seis anos antes de deixar as quadras como jogador.

Essa é uma dupla que, assim como Duncan e Parker, poderia estar em um patamar mais alto, não fosse a grande importância do resto do time. Como exemplo, um dos elencos campeões contou com 5 Hall of Famers, o que torna o conjunto muito forte.

Além disso, após a aposentadoria de Cousy, outros auxiliaram muito Russell como grandes jogadores.

3º lugar – Shaquille O’Neal e Kobe Bryant (Los Angeles Lakers)

Dois jogadores, dois estilos de jogo opostos, um mais jovem e o outro mais velho, três títulos e três números aposentados no Staples Center. Shaq e Kobe são uma das duplas que mais honram a primeira referência que esse texto fez ao se completarem como yin-yang dentro de quadra.

Os dois chegaram juntos aos Lakers em 96, demoraram um pouco para pegar entrosamento, mas a partir de um momento, dominaram a NBA. Foram quatro finais em cinco anos, tricampeonato nas três primeiras oportunidades e muita polêmica fora de quadra.

Após a saída de Shaq, Kobe passou a ter os Lakers para si e assumiu de vez o protagonismo da equipe. Apesar de terem sido avassaladores jogando juntos, os dois tiveram muitos problemas de relacionamento e no fim da parceria, Shaq chegou a ameaçar Bryant de morte.

Tirando todos os problemas, são 5 MVP de finais e dois de temporada regular para essa dupla.

2º lugar – Kareem Abdul-Jabbar e Magic Johnson (Los Angeles Lakers)

Abrindo o nosso pódio, mais uma dupla da franquia de L.A.

Se Larry Bird e Kevin McHale estavam de um lado, Kareem Abdul-Jabbar e Magic Johnson estavam do outro. Grandes pilares dos Lakers nas décadas de 80 e 90, os dois eram os principais jogadores da equipe pentacampeã enquanto estiveram juntos em quadra e fora de quadra nos conflitos políticos do país.

Um ano após ser draftado, Erving ‘Magic’ Johnson foi eleito o MVP das finais ao derrotar os 76ers em seis jogos. Até 91, ano de sua primeira aposentadoria, foram oito finais jogando ao lado do maior pontuador da história da liga.

Johnson ainda conquistou o prêmio de melhor jogador da temporada regular em três oportunidades e mais duas vezes o MVP das finais, enquanto Kareem tem um prêmio da final pelos Bucks e outro pelos Lakers, além de ter terminado seis vezes como o melhor atleta da temporada regular, feito que nenhum outro jogador alcançou.

Além disso, números 32 e 33 pendurados no topo do Staples Center. Nada mais justo para a dupla que reúne o maior passador e maior pontuador de toda a liga.

1º lugar – Michael Jordan e Scott Pippen (Chicago Bulls)

Se você não concordar que essa é a melhor dupla de todos os tempos, com certeza alguém virá debater com você dizendo que MJ Pippen é, sem sombra de dúvidas, a maior de todas. nevitável

Depois de escolher Michael Jordan no draft de 84 e ver o atleta começar a revolucionar o basquete, os Bulls procuravam o parceiro perfeito para Jordan. Foi então no draft de 87 numa troca com o extinto Seattle Supersonics que eles trouxeram Pippen para o elenco.

Após tentativas frustradas de chegar às finais nos primeiros anos da dupla, de 91 até 98 eles simplesmente dominaram o basquete mundial e reeditaram recordes, jogadas, estilo de jogo e tudo que tinham direito para tornarem Chicago o lar de uma das franquias mais tradicionais da liga.

Nos seis títulos, Jordan foi eleito o MVP das finais e acabou com o prêmio de melhor jogador da temporada regular em outras cinco oportunidades. Apesar de Pippen nunca ter recebido um prêmio de MVP, ele esteve presente em 7 All-Star Games e levou o prêmio de melhor jogador da partida uma vez, além de ser um jogador completo, ajudando tanto no ataque quanto na defesa.

Menção honrosa – John Stockton e Karl Malone (Utah Jazz)

Como dito no início do texto, um dos critérios seria a conquista de títulos e foi com muita pesar, tive que deixar os maiores jogadores do Utah Jazz fora dessa lista.

Os ‘mestres do pick and roll’ infelizmente nunca chegaram a conquistar o prêmio máximo da NBA apesar de estarem presentes em todos os 18 playoffs que poderiam alcançar enquanto estiveram juntos em quadra.

Enquanto um foi um dos maiores, senão o maior assistente que a liga já viu e grande defensor, o outro simplesmente dominava o garrafão como poucos. O Jazz viu seu melhor time chegar às finais em duas oportunidades, mas tinha pela frente o imparável Bulls de Jordan, Pippen e companhia.

Malone foi eleito o MVP da temporada regular em 97 e 99 e venceu duas vezes o prêmio de jogador mais valioso no jogo das estrelas. Curiosamente, ele dividiu o prêmio em 93 com seu grande parceiro Stockton.

E aí, concorda com a lista? Trocaria alguma dupla de lugar? Debata conosco!