Minuto49

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NBA Free Agency 2018: Vencedores e Perdedores

Por Vinícius Lima,


A NBA a cada dia que passa ganha mais espaço e tem se tornado um esporte relevante nos 12 meses do ano praticamente. Grande parte disso se deve às movimentações de jogadores durante à free agency.

Para aqueles que ainda não tiveram muito contato com o tema, free agents são os atletas da NBA que não estão sob contrato com nenhuma equipe da NBA e estão livres para negociar por meio de seus agentes contratos com franquias da NBA. Na free agency, as franquias interessadas no talento de determinado atleta fazem suas ofertas e podem negociar com os atletas e seus representantes (agentes), e os jogadores decidem onde irão jogar, caso tenham recebido propostas, evidentemente.

E é nesse momento que os fãs da maior liga de basquete veem os rumos de sua franquia em jogo, seja para o bem, seja para o mal.

Por exemplo, se sua franquia resolve ofertar ao disputadíssimo Timofey Mosgov, um contrato de 64 milhões em 4 anos, é bem possível que sua franquia fique mal por um bom tempo, a menos que você seja o Los Angeles Lakers, e ninguém mais ninguém menos do que LeBron James resolva dar uma força.

Com os melhores jogadores da free agency de 2018 já com destino certo, já podemos analisar quais franquias conseguiram, na teoria, aprimorar seus elencos para a temporada 18/19 (ganhadores) e quais tiveram perdas importantes que pode reduzir a produtividade da equipe (perdedores).


PERDEDORES


    Houston Rockets


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A equipe do Texas passou muito perto de chegar às finais da NBA e, provavelmente de levar o título na última temporada. Além de ter a melhor temporada regular de sua história (65-17), ficando na primeira posição do Oeste, o Rockets levou o Golden State Warriors para 7 jogos e poderia muito bem ter saído com a vitória, não fosse a contusão de Chris Paul naquela série.

O Rockets mostrou na temporada passada que poderia mostrar muito mais do que extremo poder de fogo no ataque, mas também intensidade na defesa. Na série contra o Warriors, a equipe texana incomodou demais e tirou os campeões da sua zona de conforto no ataque, forçando jogadas de um contra um.

Acontece que na free agency o Rockets optou por trazer de volta Chris Paul, o que parece ter sido a decisão correta, mas deu ao atleta de 33 anos, que perdeu 40 jogos nas duas últimas temporadas por conta de lesões, um contrato de 160 milhões de dólares pelo período de quatro anos.

Uma vez tomada essa decisão, considerando que James Harden também já tem seu contrato máximo com a franquia e também o contrato introcável de Ryan Anderson, o Rockets, acima do cap, não pode trazer de volta ao elenco peças importantíssimas para o desempenho demonstrado na última temporada.

Trevor Ariza (11.7 pts, 4.4 reb e 1.6 ast, 1.5 stl), jogador veterano que vai para sua 15ª temporada na liga, era peça importante do elenco, por ser um marcador bastante versátil na ala e competente para pontuar em catch and shoot, como quarta opção da equipe no ataque, entrou em acordo com o Phoenix Suns e defenderá a franquia do Arizona na próxima temporada, recebendo 15 milhões de dólares.

Luc Mbah a Moute (7.5 pts, 3 reb, 0.9 ast), que também contribuía vindo do banco, dando à equipe versatilidade na defesa, defenderá o Los Angeles Clippers, com contrato de 4,3 milhões de dólares.

E até o momento, a franquia texana ainda não conseguiu assegurar a presença de Clint Capela no elenco, jogador que foi vital para o que o sistema que o Rockets usou na última temporada, que utiliza pick & rolls e lobs.

Para piorar, até o momento o Rockets conseguiu trazer apenas James Ennis, ala vindo de Detroit, e o eterno Michael Carter-Willians.

Ainda assim, o Rockets, se estiver saudável, deve ser uma das melhores do Oeste, mas não creio que repetirá o ótimo recorde da última temporada.


    Philadelphia 76ers


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No meio da temporada passada, ao perceber que com a turbulência em Cleveland, a conferência Leste estava aberta, o Philadelphia 76ers foi ao mercado e conseguiu ajustar o avião durante o voo, trazendo peças importantes vindas do mercado de buy-out Ersan Ilyasova e Marco Bellineli.

A produtividade desses jogadores foi vital para que o Sixers fizesse a ótima campanha da última temporada.

Com a queda do dirigente do Sixers Brian Colangelo, o poder para tomar as decisões sobre a montagem do elenco caiu no colo do treinador Brett Brown.

E Brown declarou que o Sixers está “caçando estrelas”, ou seja, em busca do craque que levará o Sixers para o próximo nível.

Mas a franquia da Filadélfia, foi ao mercado e voltou da caçada de mãos abanando, já que LeBron James preferiu levar seus talentos para a Califórnia e Paul George sequer sentou na mesa para conversar e assinou com Oklahoma City Thunder.

Para piorar, o único jogador que o Sixers conseguiu no mercado, Nemanja Bjelica, que estava fechado com a franquia, resolveu que não irá assinar com o Sixers e pretende jogar na Europa.

Sem nenhuma chance na free agency desse ano, restou ao Philadelphia 76ers buscar cenários de troca por Kawhi Leonard, o que também não deu certo.

O lado bom é que a franquia conseguiu trazer de volta JJ Redick (1 temporada, 12.5 milhões de dólares) que fez uma ótima temporada em 17/18 e Amir Johnson (1 temporada, pelo mínimo de veterano).

Mas no papel não há dúvidas de que a franquia começará na próxima temporada com elenco potencialmente pior do que terminou a última temporada e os fãs da franquia terão que torcer para que Makelle Fultz consiga jogar e Embiid e Simmons tenha uma temporada ainda mais espetacular do que temporada 17/18.


    Cleveland Cavaliers


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Acho que não é preciso sobre o motivo de o Cleveland Cavaliers estar nesta lista. Poucas derrotas são piores do que perder o maior craque da sua história para o mercado, mas quando você é Cleveland essa derrota se torna ainda mais dolorosa.

Recapitulando a história, no meio da temporada passada, a franquia de Ohio estava em crise, campanha ruim, desempenho ruim em quadra, brigas no vestiário. Com a iminente free agency de LeBron James, a direção da franquia correu para arrumar as coisas e montar um elenco que agradasse o craque.

Nesse contexto, Cleveland fez várias trocas, dentre elas a troca que levou Jordan Clarkson e Larry Nance para Ohio e Isiah Thomas para Los Angeles.

Com essa troca, a equipe angelina conseguiu espaço na sua folha salarial para acomodar duas estrelas com contratos máximos. Ou seja, com essa troca, Cleveland deu ao Lakers a oportunidade de trazer LeBron James e outro all-star.


GANHADORES


    Los Angeles Lakers


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A franquia da Califórnia, conseguiu aterrissar um dos maiores jogadores da história da liga, que na temporada passada teve uma das melhores temporadas de sua carreira e, de quebra, conseguiu que o craque se comprometesse a permanecer pelo menos mais 3 anos na franquia.

Isso já é o bastante para afirmar que o Los Angeles venceu a free agency de 2018.

Embora os movimentos que sucederam a aquisição de LeBron James sejam questionáveis, fechar com Javale McGee (1 ano – salário mínimo veterano), Rajon Rondo (1 ano – 9 milhões de dólares), Lance Stephenson (1 ano -  4,49 milhões de dólares), Mike Scott (1 ano – 4,3 milhões de dólares), além de ter trazido de volta ao elenco Kentavious Caldwell-Pope, por incríveis 12 milhões de dólares, são contratos de curto prazo, o importante era ter a peça principal e o descobrir o restante no futuro.


    Oklahoma City Thunder


Ao trocar Victor Oladipo e Domantas Sabonis por Paul George, que já havia declarado interesse em jogar pelo Los Angeles Lakers, Sam Presti, dirigente do Thunder, correu um sério e risco de ver os ativos de seu time serem revertidos em um contrato de empréstimo de 1 ano com Paul George.

Contudo, a vinda de George teve o imediato efeito (pelo menos em parte) de convencer Russell Westbrook a renovar com a franquia de Oklahoma.

E após uma temporada turbulenta e com uma decepcionante queda no primeiro round dos playoffs, a saída de George que havia sido alimentada durante toda a temporada parecia coisa certa.

Mas não foi o que aconteceu. George não deu qualquer chance para as demais franquias, sequer se reunião com os dirigentes de Lakers ou Sixers, e em uma festa com Westbrook anunciou que voltaria para o Thunder, tendo assinado um contrato de 136 milhões de dólares pelo período de 4 anos.

Além disso, parece estar bem encaminhado o buy-out de Carmelo Anthony que foi um fator negativo da equipe na última temporada e parece ter interesse em disputar a próxima temporada pelo Miami Heat ou pelo Houston Rockets.

Sam Presti, conseguiu trazer de volta ao elenco o jovem Jerami Grant (3 anos – player option no último ano – 27 milhões de dólares) e assinar com Nerlens Noel pelo mínimo de veterano, pelo período de 2 anos.